Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Sinais do Jubileu

Contemplamos os sinais do Jubileu no seu rito solene de abertura arquidiocesana, celebrado no dia 29 de dezembro na Catedral de Londrina. O primeiro sinal é a porta. A entrada do povo de Deus na Catedral se faz pela porta principal, sinal de Cristo (Jo 10,9). Na porta o bispo ergue a cruz, segundo sinal, convidando o povo à veneração da cruz do qual pendeu a salvação do mundo. Em seguida, o bispo dirige-se para a pia batismal, terceiro sinal. O batismo, porta de entrada no caminho da iniciação cristã, é o primeiro sacramento da nova aliança pelo qual os homens são chamados, e são de fato, filhos de Deus, inseridos no corpo do Cristo Ressuscitado. 

Além desses, o Jubileu tem outros sinais característicos que os cristãos são chamados a viver com maior intensidade neste período. São eles:

A peregrinação

O Jubileu nos pede para partirmos em uma jornada e superar certos limites. Quando nos movemos, de fato, não mudamos só de lugar, mas transformamo-nos. A palavra “peregrinação” deriva do latim, que significa “através dos campos” ou “per eger”, que significa “passagem de fronteira”: ambas as raízes lembram o aspecto distinto de embarcar em uma jornada.

Abraão, na Bíblia, é descrito assim, como uma pessoa a caminho: “Deixa a tua terra, a tua família e a casa do teu pai” (Gn 12,1), com estas palavras começa a sua aventura, que termina na Terra Prometida, onde ele é lembrado como “arameu errante” (Dt 26,5). O ministério de Jesus também é identificado com uma viagem da Galileia para a Cidade Santa: “Como estavam a chegar os dias de ser levado deste mundo, Jesus dirigiu-se resolutamente para Jerusalém” (Lc 9,51). Ele próprio chama os discípulos a percorrer esta estrada e ainda hoje os cristãos são aqueles que O seguem no caminho das suas vidas.

O percurso, na realidade, constrói-se progressivamente: há vários itinerários para escolher, lugares para descobrir; as situações, as catequeses, os ritos e as liturgias, os companheiros de viagem permitem que se enriqueça com novos conteúdos e perspectivas. A peregrinação é uma experiência de conversão, de mudança da própria existência para direcioná-la para a santidade de Deus.

A Porta Santa

A Porta Santa é um dos sinais mais característicos do Jubileu. A sua abertura pelo Papa constitui o início oficial do Ano Santo. Originalmente havia apenas uma porta, na Basílica de São João de Latrão, que é a Catedral do bispo de Roma. Para permitir que os numerosos peregrinos cumprissem o gesto de atravessá-la, também as outras Basílicas romanas ofereceram esta possibilidade. Ao passar o limiar da porta, o peregrino recorda o texto do capítulo 10 do Evangelho de João: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo; há de entrar e sair e achará pastagem”. O gesto expressa a decisão de seguir e deixar-se guiar por Jesus, que é o Bom Pastor. Afinal, a porta também é uma passagem que leva ao interior de uma igreja. Para a comunidade cristã, não é apenas o espaço do sagrado, que deve ser encarado com respeito, com comportamentos e vestuário adequados, mas é sinal da comunhão que liga cada crente a Cristo: é o lugar do encontro e do diálogo, da reconciliação e da paz que espera a visita de cada peregrino, o espaço da Igreja como comunidade de fiéis.

A profissão de fé

A profissão de fé, também chamada de “símbolo”, é um sinal de reconhecimento próprios dos batizados; nela se exprime o conteúdo central da fé, que mostram a riqueza da experiência do encontro com Jesus Cristo.

Tradicionalmente, porém, aquelas que adquiriram um particular reconhecimento são duas: o credo batismal da igreja de Roma e o credo niceno-constantinopolitano, originalmente elaborada em 325 pelo Concílio de Niceia, na atual Turquia, e depois aperfeiçoado no de Constantinopla em 381. “Porque, se confessares com a tua boca: ‘Jesus é o Senhor’, e acreditares no teu coração que Deus o ressuscitou de entre os mortos, serás salvo. É que acreditar de coração leva a obter a justiça, e confessar com a boca leva a obter a salvação” (Rm 10,9-10).

Este texto de São Paulo sublinha como a proclamação do mistério da fé requer uma conversão profunda não apenas nas próprias palavras, mas também e sobretudo na própria visão de Deus, de si mesmos e do mundo.

Caridade

A caridade constitui uma característica principal da vida cristã. Não pode pensar que a peregrinação e a celebração da indulgência jubilar possam ser relegadas para uma forma de rito mágico, pois é a vida de caridade que lhes dá o seu sentido último e a eficácia real.

Por outro lado, a cridade é o sinal proeminente da fé cristã e a sua forma específica de credibilidade. No contexto do Jubileu não se poderá esquecer o convite do apóstolo Pedro: “Acima de tudo, mantende entre vós uma intensa caridade, porque o amor cobre a multidão dos pecados” (1 Pe 4,8).

Segundo o evangelista João, o amor para com o próximo, que não vem do homem, mas de Deus, permitirá reconhecer no futuro os verdadeiros discípulos de Cristo. Torna-se, portanto, evidente que nenhum crente pode afirmar que crê se depois não ama e, vice-versa, não pode dizer que ama se não crê.

Também o apóstolo Paulo afirma que a fé e o amor constituem a identidade do cristão; o amor é aquilo que gera perfeição (cf. Col 3,14), a fé aquilo que permite que o amor seja amor. A caridade, portanto, tem o seu espaço particular na vida de fé; para além disso, à luz do Ano Santo o testemunho cristão deve ser salientado como a forma mais expressiva de conversão.

Reconciliação e Indulgência Jubilar

O Jubileu é um sinal de reconciliação porque abre um “tempo favorável” (cf. 2 Cor 6,2) para a própria conversão. Coloca-se Deus no centro da própria existência, caminhando para Ele.

Concretamente, trata-se de viver o sacramento da reconciliação, de aproveitar este tempo para redescobrir o valor da confissão e receber pessoalmente o perdão de Deus. Existem algumas igrejas jubilares que oferecem esta possibilidade continuamente.

A indulgência é uma manifestação concreta da misericórdia de deus, que ultrapassa os limites da justiça humana e os transforma. Este tesouro de graça tornou-se história em Jesus e nos santos: olhando para estes exemplos e vivendo em comunhão com eles, a esperança do perdão fortalece-se e torna-se certeza, no próprio caminho de santidade. A indulgência permite libertar o coração do peso do pecado para que a reparação devida seja dada em plena liberdade.

Concretamente, esta experiência de misericórdia passa através de algumas ações espirituais indicadas pelo Papa. Aqueles que, por doença ou outra circunstância, não podem fazer-se peregrinos, são, todavia, convidados a tomar parte no movimento espiritual que acompanha este Ano. Entre as condições para receber a indulgência está a oração pelas intenções do Papa.

Fonte: A Caminho do Jubileu 2025 (encarte)
Foto: Guto Honjo

Leave a comment

Bem-vindo
à Nossa Igreja!

Centro Arquidiocesano de Pastoral Jesus Bom Pastor

Rua Dom Bosco, 145
Jardim Dom Bosco
Cep: 86.060-340 – Londrina PR

Contato

contato@arquidioceselondrina.com.br

(43) 3371-3141

De católicos para católicos ♥ 

Arquidiocese de Londrina © 2026. Todos os direitos reservados.